Utilização do Pequi (Caryocar Brasiliense) como fitoterápico e suas propriedades medicinais

Diversos estudos experimentais indicam que o óleo de pequi possui um efeito antioxidante considerável, capaz de diminuir a peroxidação lipídica e proteger os tecidos de danos causados pelo estresse oxidativo

30/01/2026 10:58
Utilização do Pequi (Caryocar Brasiliense) como fitoterápico e suas propriedades medicinais

Resumo - O uso de plantas medicinais permanece relevante no contexto da saúde contemporânea, especialmente em países com elevada biodiversidade, como o Brasil. Entre as espécies nativas do Cerrado brasileiro, o pequi (Caryocar brasiliense Camb.) destaca-se pelo amplo uso tradicional e pelo crescente interesse científico devido ao seu potencial fitoterápico. O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão narrativa da literatura sobre as propriedades medicinais do pequi, com ênfase nas atividades antioxidante, anti-inflamatória e cicatrizante. A busca bibliográfica é conduzida em bases de dados nacionais e internacionais, incluindo SciELO, PubMed, BVS, ScienceDirect e Google Acadêmico, contemplando publicações entre 2004 e 2024. Os estudos analisados demonstram que o pequi apresenta elevada concentração de compostos bioativos, como carotenoides, compostos fenólicos e ácidos graxos insaturados, os quais estão diretamente relacionados às suas atividades biológicas. Evidências experimentais indicam efeitos antioxidantes significativos, modulação de mediadores inflamatórios e aceleração do processo de cicatrização tecidual, especialmente por meio do óleo extraído da polpa do fruto. Apesar dos resultados promissores, a literatura evidencia limitações, como a escassez de ensaios clínicos, ausência de padronização metodológica e lacunas quanto à segurança do uso prolongado. Conclui-se que o Caryocar brasiliense apresenta potencial relevante como fitoterápico, sendo necessárias investigações clínicas mais robustas para sua validação científica e aplicação segura na área da saúde.

1- Introdução - A utilização de plantas medicinais como recurso terapêutico é uma prática antiga, presente em diversas culturas, e continua sendo importante, apesar dos progressos da farmacologia contemporânea. A fitoterapia se destaca como uma opção complementar ou integrativa aos tratamentos tradicionais, especialmente em situações em que o acesso a medicamentos industrializados é restrito ou quando há a intenção de minimizar os efeitos

colaterais relacionados a fármacos sintéticos. Nesse contexto, o reconhecimento do saber tradicional combinado com a comprovação científica tem estimulado o interesse por espécies vegetais com eficácia terapêutica comprovada (Beleza, 2016; Vieira, 2018).

Devido à sua vasta biodiversidade, o Brasil se destaca no cenário global em relação à abundância de plantas medicinais. O bioma Cerrado, especificamente, é considerado um hotspot de biodiversidade, hospedando espécies com significativo potencial nutricional e farmacológico, sendo que muitas delas ainda são pouco investigadas do ponto de vista científico. Dentre essas espécies, o pequi (Caryocar brasiliense Camb.) se sobressai pela sua extensa utilização popular, significância cultural e relevância econômica, sendo comumente usado tanto na alimentação quanto na medicina popular (Francoso et al., 2015; Santos, 2021).

Na etnofarmacologia, o pequi é empregado no tratamento de inflamações, problemas respiratórios, dores musculares, distúrbios gastrointestinais, queimaduras e feridas na pele, principalmente por meio do óleo extraído da polpa e da amêndoa do fruto. Essas aplicações práticas motivaram a realização de estudos científicos focados na caracterização química da espécie e na investigação de suas propriedades biológicas, estabelecendo o pequi como um

objeto de pesquisa importante nos campos de produtos naturais e fitoterapia (Lorenzi, 2017; Garlet, 2019).

Do ponto de vista fitoquímico, o pequi apresenta uma composição rica em compostos bioativos, como carotenoides, compostos fenólicos e ácidos graxos insaturados, com destaque para o ácido oleico e o ácido palmítico. Esses compostos estão diretamente ligados às propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e cicatrizantes atribuídas à espécie (Azevedo-Meleiro; Rodriguez-Amaya, 2004; Emerenciano et al., 2016; Nascimento, 2018). A presença desses compostos no óleo de pequi lhe confere propriedades funcionais importantes, o que favorece seu uso nas indústrias farmacêutica, cosmética e de alimentos funcionais (Almeida et al., 2018; Bertolino et al., 2019).

Diversos estudos experimentais indicam que o óleo de pequi possui um efeito antioxidante considerável, capaz de diminuir a peroxidação lipídica e proteger os tecidos de danos causados pelo estresse oxidativo. Evidências coletadas em modelos animais mostram um efeito protetor no fígado e diminuição de marcadores inflamatórios em condições de sobrecarga metabólica, como atividades físicas intensas e exposição a substâncias tóxicas (Vale et al., 2019; Torres et al., 2016). Esses resultados destacam o pequi como um agente fitoterápico e nutracêutico com ação sistêmica.

Em relação à atividade anti-inflamatória, estudos sugerem que o óleo de pequi ajuda a regular mediadores inflamatórios, o que pode reduzir edema, dor e infiltração celular inflamatória em diversos modelos experimentais. Revisões recentes indicam que esses efeitos estão ligados à ação sinérgica de seus compostos bioativos, principalmente os carotenoides e ácidos graxos, que afetam as vias bioquímicas relacionadas à inflamação e ao estresse oxidativo (Junior et al., 2020; Silva et al., 2024).

Além disso, um dos campos mais investigados pela literatura científica é o uso do pequi no processo de cicatrização de feridas. Pesquisas in vivo mostram que a aplicação tópica do óleo de pequi acelera o fechamento de feridas na pele, estimula a proliferação de fibroblastos, aumenta a produção de colágeno e diminui o infiltrado inflamatório, facilitando o reparo dos tecidos (Bezerra et al., 2015; Nascimento et al., 2015). Ademais, revisões narrativas e

integrativas mostram resultados positivos com várias formulações farmacêuticas de pequi, como pomadas, emulsões, microemulsões e sistemas nanoestruturados, ampliando as possibilidades de uso terapêutico da espécie (Pereira et al., 2021; Pires et al., 2020).

Embora haja um aumento no número de pesquisas e resultados encorajadores, a literatura também destaca limitações significativas, como a falta de ensaios clínicos, ausência de padronização nas metodologias de extração, variação nas concentrações utilizadas e a necessidade de estudos mais detalhados sobre a toxicidade e segurança do uso prolongado do óleo de pequi (Silva et al., 2024; Pereira et al., 2021). Esses fatores destacam a relevância de revisões que organizem o conhecimento existente e apontem áreas que precisam de mais investigação.

Diante desse contexto, esta revisão narrativa tem como objetivo reunir, analisar e discutir criticamente a produção científica disponível sobre o uso do pequi (Caryocar brasiliense) como fitoterápico, destacando suas propriedades medicinais, com ênfase nas atividades antioxidante, anti-inflamatória e cicatrizante, bem como seus principais compostos bioativos, aplicações terapêuticas e perspectivas para a pesquisa e utilização na área da saúde.

2 - Metodologia - O presente estudo caracteriza-se como uma revisão narrativa da literatura, cujo objetivo foi reunir e discutir, de forma descritiva e crítica, as principais evidências científicas relacionadas ao uso do pequi (Caryocar brasiliense Camb.) como fitoterápico, com ênfase em suas propriedades medicinais, especialmente as atividades antioxidante, anti-inflamatória e cicatrizante.

A pesquisa bibliográfica foi conduzida em bases de dados nacionais e internacionais de renome nas áreas de ciências da saúde, biológicas e interdisciplinares. Essas bases incluem a Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed/MEDLINE, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), ScienceDirect, Google Acadêmico, além de periódicos especializados em produtos naturais e fitoterapia. Ademais, foram consultadas referências secundárias mencionadas nos artigos selecionados para expandir a fundamentação teórica e incluir estudos clássicos significativos para o assunto. 

Foram utilizados como descritores e palavras-chave, em português e inglês, os seguintes termos: Caryocar brasiliense, pequi, fitoterapia, propriedades medicinais, atividade anti-inflamatória, atividade antioxidante, cicatrização, wound healing, anti-inflammatory activity e antioxidant activity. Os descritores foram combinados de diferentes formas para ampliar o alcance da busca e contemplar estudos com abordagens experimentais, clínicas e de revisão.

O intervalo de publicação considerado abrangeu artigos publicados de 2004 a 2024, permitindo incluir tanto estudos clássicos que fundamentam o conhecimento sobre a espécie quanto pesquisas mais recentes que exploram novas aplicações terapêuticas, formulações farmacêuticas e mecanismos de ação. Estudos anteriores a esse período foram incorporados de maneira específica quando julgados importantes para a contextualização histórica, fitoquímica ou etnofarmacológica do pequi.

Como critérios de inclusão, foram selecionados artigos originais, revisões narrativas, revisões integrativas e revisões sistemáticas, além de dissertações e trabalhos acadêmicos, que abordassem o Caryocar brasiliense ou espécies do gênero Caryocar com foco em composição química, propriedades biológicas, aplicações terapêuticas e segurança de uso. Foram incluídos estudos in vitro, in vivo e clínicos, publicados em português, inglês ou espanhol, disponíveis na íntegra. Foram excluídos da análise trabalhos que não apresentavam relação direta com o uso medicinal ou fitoterápico do pequi, estudos duplicados, artigos sem acesso ao texto completo e

publicações com informações insuficientes ou metodologias pouco descritas. A seleção dos estudos foi realizada por meio da leitura dos títulos e resumos, seguida da análise integral dos textos considerados relevantes para o escopo da revisão. 

As informações obtidas dos estudos selecionados foram organizadas de maneira descritiva, com foco na síntese qualitativa dos resultados e na análise crítica das evidências disponíveis. Não foram conduzidas análises estatísticas ou metanálises, pois o propósito da revisão narrativa é interpretar, contextualizar e integrar o conhecimento já existente, além de identificar pontos de concordância, discordância e lacunas na literatura sobre o potencial

fitoterápico do pequi.

3 Resultados e Discussões - 3.1 Composição fitoquímica e relação com a atividade biológica - Os estudos analisados demonstram consenso quanto à riqueza fitoquímica do Caryocar brasiliense, especialmente no que se refere ao óleo extraído da polpa do fruto. A presença notável de carotenoides, compostos fenólicos e ácidos graxos insaturados, especialmente o ácido oleico, ácido palmítico e ácido linoleico, caracteriza a composição química. São amplamente reconhecidos por sua capacidade de neutralizar espécies reativas de oxigênio e modular vias inflamatórias, o que fundamenta biologicamente as propriedades medicinais atribuídas ao pequi (Azevedo-Meleiro; Rodriguez-Amaya, 2004; Emerenciano et al., 2016).

Entretanto, observa-se variabilidade considerável na composição do óleo de pequi entre os estudos, atribuída a fatores como local de coleta, método de extração, maturação do fruto e condições ambientais (Nascimento, 2018; Bertolino et al., 2019). Essa heterogeneidade dificulta a padronização dos resultados e aponta para a necessidade de estudos que correlacionem composição química padronizada com efeitos farmacológicos específicos,

lacuna ainda pouco explorada na literatura.

3.2 Atividade antioxidante e proteção contra o estresse oxidativo - Um dos efeitos mais frequentemente relatados na literatura é a atividade antioxidante do pequi. Pesquisas experimentais mostram que a suplementação com óleo de pequi diminui consideravelmente a peroxidação lipídica, como evidenciado pela redução dos níveis de malondialdeído, além de manter a integridade histológica de tecidos expostos ao estresse oxidativo (Vale et al., 2019; Miranda-Vilela et al., 2009). Esses achados indicam uma ação protetora sistêmica, particularmente em tecidos com alta atividade metabólica, como o fígado. Ao analisar diversos modelos experimentais, constata-se que o efeito antioxidante do pequi se evidencia tanto em situações de estresse físico, como em exercícios intensos, quanto em casos de agressão química, como no uso de agentes quimioterápicos (Miranda-Vilela et al., 2014; Vale et al., 2019). Entretanto, a maior parte dessas descobertas provém de estudos in vivo em modelos animais, com poucos ensaios clínicos controlados que confirmem esses efeitos em

humanos. Isso limita a aplicação dos resultados na prática clínica.

3.3 Atividade anti-inflamatória e modulação de mediadores biológicos - O óleo de pequi é amplamente reconhecido por sua atividade anti-inflamatória, geralmente atribuída à ação sinérgica de seus compostos bioativos. Revisões recentes sugerem que o óleo de pequi pode regular mediadores inflamatórios, diminuindo edema, dor e infiltração celular em modelos experimentais de inflamação aguda e crônica (Junior et al., 2020; Silva et al., 2024). Esses efeitos são decorrentes da interferência em processos bioquímicos ligados à produção de citocinas pró-inflamatórias e à redução do estresse oxidativo.

Ao analisar os estudos disponíveis, nota-se que diferentes formas de administração, oral e tópica, geram resultados positivos, apesar de possivelmente diferentes mecanismos de ação. Embora os estudos clínicos ainda sejam limitados, os resultados iniciais sugerem que o óleo de pequi pode ser benéfico em casos de inflamação sistêmica, como demonstrado em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (Montalvão et al., 2016). A falta de padronização das doses e a breve duração dos estudos clínicos representam lacunas significativas que devem ser tratadas em investigações futuras.

3.4 Potencial cicatrizante e aplicações dermatológicas - A atividade cicatrizante do pequi, entre suas propriedades medicinais, conta com um sólido suporte experimental. Pesquisas in vivo mostram que a aplicação tópica do óleo de pequi acelera o fechamento de feridas, diminui o infiltrado inflamatório e aumenta a quantidade de fibroblastos, o que favorece a deposição de colágeno e a regeneração dos tecidos (Bezerra et al., 2015; Nascimento et al., 2015). Esses achados confirmam a utilização tradicional do pequi no tratamento de feridas na pele.

Revisões narrativas e integrativas corroboram esses resultados ao compilar evidências de diversas formulações farmacêuticas com pequi, como pomadas, emulsões e sistemas nanoestruturados, que mostram uma melhora considerável no processo de cicatrização (Pereira et al., 2021; Pires et al., 2020). Embora os resultados sejam promissores, a maioria das pesquisas ainda é pré-clínica. Para comprovar a eficácia e a segurança dessas  formulações em humanos, são necessários ensaios clínicos randomizados.

3.5 Segurança, toxicidade e lacunas científicas - Embora o pequi seja amplamente consumido como alimento e utilizado na medicina popular, os estudos sobre toxicidade e segurança ainda são limitados. A literatura indica baixa toxicidade em modelos experimentais, mesmo em doses relativamente elevadas, sugerindo um perfil de segurança favorável (Silva et al., 2024). Contudo, a ausência de estudos de toxicidade crônica, interações medicamentosas e uso em populações específicas, como gestantes e indivíduos com doenças hepáticas, representa uma lacuna importante. 

De modo geral, os resultados analisados indicam que o Caryocar brasiliense apresenta expressivo potencial fitoterápico, sustentado por evidências fitoquímicas e farmacológicas consistentes. Entretanto, a consolidação do pequi como fitoterápico validado cientificamente depende da realização de estudos clínicos robustos, da padronização de extratos e formulações, bem como de investigações aprofundadas sobre seus mecanismos de ação e segurança a longo prazo.

4 - Conclusão - A análise da literatura científica realizada nesta revisão narrativa demonstra que o pequi (Caryocar brasiliense Camb.) possui um considerável potencial como recurso fitoterápico, respaldado por sua abundante composição fitoquímica e por resultados sólidos obtidos em pesquisas experimentais e revisões da literatura. A presença de compostos bioativos, como carotenoides, compostos fenólicos e ácidos graxos insaturados, particularmente o ácido oleico, está diretamente ligada às características antioxidantes, anti-inflamatórias e cicatrizantes atribuídas à espécie.

As pesquisas examinadas mostram que o óleo de pequi tem um efeito antioxidante considerável, contribuindo para a diminuição do estresse oxidativo e protegendo os tecidos expostos a várias formas de agressão metabólica. Adicionalmente, a atividade anti-inflamatória identificada em modelos in vivo e em estudos clínicos preliminares fortalece a ideia de que o pequi pode ser utilizado terapeuticamente para regular processos inflamatórios agudos e

crônicos. No campo dermatológico, estudos indicam que a aplicação tópica do óleo de pequi contribui para a reparação dos tecidos, acelerando o processo de cicatrização, diminuindo o infiltrado inflamatório e estimulando a produção de colágeno. Isso valida parcialmente seu uso tradicional no tratamento de feridas na pele.

Embora os resultados sejam promissores, a literatura aponta limitações significativas que devem ser levadas em conta. A maior parte das pesquisas disponíveis é de caráter pré-clínico, predominando modelos in vitro e in vivo, ao passo que os ensaios clínicos ainda são raros e contam com amostras pequenas e de curta duração. Ademais, nota-se que não há padronização em relação às técnicas de extração, concentrações empregadas e formas

farmacêuticas, o que torna mais difícil comparar os estudos e estabelecer protocolos terapêuticos seguros e eficazes.

Assim, apesar de o pequi ser considerado uma espécie vegetal promissora para a criação de fitoterápicos, sua utilização regular na prática clínica e farmacêutica ainda requer estudos mais aprofundados. Pesquisas futuras devem priorizar ensaios clínicos controlados, avaliações toxicológicas de longa duração, padronização de extratos e esclarecimento dos mecanismos moleculares que atuam em suas atividades biológicas. Esses progressos ajudarão na validação científica do Caryocar brasiliense, incentivando seu uso seguro, sustentável e racional como fitoterápico. Além disso, isso valorizará a biodiversidade do Cerrado brasileiro e o saber tradicional ligado a essa espécie.

*Autores: Raphael Quintiliano Velozo de Abreu, Marco Antonio Pereira da Silva, Rodrigo Fortunato de Oliveira, Wellington Alves de Freitas, Lídia Ketry Moreira Chaves. IF Goiano - Campus Rio Verde

Contato/email: raphaelvet20@gmail.com

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