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Seminário vai discutir solo e cultura de oliveiras em Caçapava do Sul

Evento promovido pela Agptea dá início aos trabalhos da entidade na região após aquisição de área para instalação de centro de formação


Nos dias 17 e 18 de agosto, a Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea) realizará o Seminário "Solos e Cultura de Oliveiras", no auditório do Instituto de Educação, em Caçapava do Sul (RS). A ação faz parte do início dos trabalhos na região, onde recentemente a entidade adquiriu um imóvel nas Minas do Camaquã para a criação de um centro de formação.

O presidente da Agptea, Fritz Roloff, salienta que a entidade vem redefinindo a cada ano suas metas através do seu planejamento estratégico, acompanhando o mundo do trabalho, as relações educacionais, principalmente participando da construção curricular. "E dentro desta ótica, estamos ampliando os horizontes para que possamos cada vez mais cumprir o nosso papel. Na questão agrícola, estamos reformulando muitos objetivos e vimos que é necessário não só oferecer ferramentas pedagógicas aos nossos professores, mas também atuar junto na questão do meio ambiente, na questão do solo e na questão das culturas implantadas no nosso país e no nosso Estado", ressalta.

Roloff destaca que essas duas dimensões foram apontadas tendo em vista que Caçapava do Sul é um centro, não só mais conhecido como produção de calcário, mas de microelementos que são ali formulados como os adubos, que trazem grande vantagem para a recuperação do nosso solo. "Entendemos que não só os professores mas a comunidade em geral têm interesse de conhecer essas novas tecnologias e para isso o seminário trará palestrantes não só de fora mas também da comunidade", observa.

De acordo com o presidente da Agptea, é importante debater a diversificação e a introdução de alternativas que contribuam para o Pampa Gaúcho. "Os solos daquela região são solos rasos, por tanto não são ideais para aplicação de culturas de grande escala. Mesmo com toda a tecnologia que venha a se aplicar, é complicado mexer em uma estrutura que a natureza ainda não conseguiu preparar para esse tipo de ação, por isso ali estão surgindo alternativas", complementa.

Na quarta-feira, dia 17 de agosto, um dos palestrantes será o diretor da Escola Estadual de Educação Profissional de Carazinho (EEPROCAR), Celito Luiz Lorenzi, além de representantes da Emater e da empresa Fida Construção Civil e Agronegócios. No mesmo dia ocorrerá uma visita técnica na empresa. E na quinta-feira, dia 18 de agosto, as palestras serão ministradas pelos produtores rurais Jorge e Rosane Abdalla e Renato Fernandes, assim como pelo consultor técnico Fabrício Carlotto, e um representante da Emater que falará sobre Fruticultura.

O seminário tem a coordenação do professor Paulo Benites. O evento conta com o apoio da Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul, das prefeituras municipais de Caçapava do Sul e Lavras do Sul, e da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr),  Emater, Cotrisul, Fida, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caçapava do Sul, Ibraoliva e Escola Técnica Agrícola Dr Rubens da Rosa Guedes (ETERRG). *Assessoria de Comunicação da Associação Gaúcha dos Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea)

Câmara Setorial da Olivicultura analisa safra - O evento foi realizado de forma híbrida e ocorreu presencialmente no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense IFSul, Campus Santana do Livramento - A Câmara Setorial da Olivicultura, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), reuniu-se nesta quinta-feira (28/7) para debater, entre outros assuntos, a Safra 2021/2022 e o Cadastro Olivícola do Rio Grande do Sul. O evento foi realizado de forma híbrida e ocorreu presencialmente no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense IFSul, Campus Santana do Livramento.   

O coordenador da Câmara e do Programa Estadual de Desenvolvimento da Olivicultura (Pró-Oliva), Paulo Lipp João, fez um análise da produção obtida de olivas na safra 2021/2022, que resultou em um volume de 448,5 mil litros de azeite extravirgem. "São 17 fábricas ou lagares e 70 marcas de azeite no Estado", pontuou.  

Lipp também apresentou um resumo dos números do Cadastro Olivícola, trabalho realizado pela Emater/RS-Ascar, Seapdr e Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) entre final de 2021 e primeiro trimestre de 2022. "A pesquisa buscou dados sobre o número de produtores, área plantada, variedades cultivadas e outras informações levantadas em todos os municípios do Estado", afirmou.  

Conforme ele, atualmente, no Rio Grande do Sul, 321 olivicultores trabalham em 5.986 hectares de área plantada com oliveiras em 108 municípios. A maioria dos olivais está na metade Sul do Estado. Os principais municípios produtores são Encruzilhada do Sul, Canguçu, Pinheiro Machado, Caçapava do Sul, São Sepé, Cachoeira do Sul, Santana do Livramento, Bagé, Barra do Ribeiro e Sentinela do Sul. 

Análises de resíduos de 2,4-D - Outro tema da reunião foi sobre os resultados de análises de resíduos de 2,4-D em cultivos sensíveis e medidas protetivas à sanidade de mudas e olivais. O diretor do Departamento de Defesa Vegetal, Ricardo Felicetti, abordou as iniciativas para controle de mudas de oliveiras, visando à manutenção da produtividade e sanidade da cultura no Rio Grande do Sul. Foi abordada uma proposta de Instrução Normativa de controle de ingresso de mudas no Estado com requisitos fitossanitários avaliados por laudos laboratoriais, a fim de evitar o ingresso de pragas que afetem as oliveiras.   

A fiscal estadual agropecuário Michelle Rodrigues apresentou os resultados obtidos pelas medidas regulatórias da Seapdr no controle de derivas de herbicidas hormonais no Estado. "Os dados oficiais da Secretaria apontaram uma redução nos casos de deriva e no número de propriedades atingidas por herbicidas hormonais no ano de 2021, no Estado", disse Michelle. "Os dados da última safra também revelaram que não foram registrados casos de deriva por agrotóxicos hormonais nos municípios prioritários de Candiota, Hulha Negra e Lavras do Sul", garantiu. 

Também foram expostos os dados oficiais de coletas em cultivos sensíveis, em especial nas oliveiras e abordados temas como o cadastro estadual de aplicadores de agrotóxicos e o cadastro de cultivos sensíveis. 

Pesquisas realizadas pelo DDPA - Por sua vez, a bióloga e pesquisadora do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapdr, Andréia Rotta de Oliveira, fez um relato das principais pesquisas em andamento na área da olivicultura. Segundo ela, os estudos têm o objetivo de contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva de oliveiras no Estado.   

Foram apresentadas informações referentes à caracterização de 36 olivais do Rio Grande do Sul quanto às principais doenças e pragas observadas, fertilidade do solo e estado nutricional dos olivais.  "O estudo apontou que a antracnose causada pelo fungo Colletotrichum spp é a principal doença observada, seguida do Repilo (olho-de-pavão) causada por Fusicladium oleaginum e do Emplumado, causado por Pseudocercospora cladosporioides", contou a pesquisadora.  

"As análises fitossanitárias das amostras confirmaram a presença desses fungos. Alternaria sp, agente causal da alternariose, também foi constatado com frequência nas amostras analisadas", acrescentou Andréia. Ela explicou que esses fitopatógenos causam danos na produtividade e na qualidade do azeite. 

A bióloga disse ainda que, em relação às pragas, a Lagarta (Palpita forticifera), as formigas e as cochonilhas são os principais problemas enfrentados pelos olivicultores. "Em relação à análise de nutrientes foliares, considerando os teores de nitrogênio e de cálcio, 41% e 77% das amostras, respectivamente, ficaram abaixo da faixa adequada", afirmou Andréia.  

Além desses resultados, a pesquisadora apresentou as perspectivas de início de novas linhas de pesquisa relacionadas às relações do clima com a produtividade e com a ocorrência da antracnose, além das ações realizadas em conjunto com o Departamento de Políticas Agrícolas e Desenvolvimento Rural da Secretaria. *Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul

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