O fenômeno El Niño desencadeia alerta sanitário para a presença de Botrytis em morangos na América Latina
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Botrytis em morangos: uma ameaça à qualidade e ao período pós-colheita - A chegada das condições climáticas relacionadas ao El Niño criou uma nova preocupação para os produtores e consultores de morango na América Latina: como antecipar um possível aumento de doenças em uma safra marcada por maior variabilidade climática.
O fenômeno, associado ao aquecimento anômalo do Oceano Pacífico equatorial, pode alterar os padrões de precipitação, temperatura, umidade e cobertura de nuvens em diversas áreas agrícolas. Seus efeitos não são os mesmos em todos os países ou regiões, mas qualquer condição que prolongue o umedecimento de folhas, flores e frutos pode aumentar o risco à saúde dos morangos.
Uma das principais áreas de preocupação é a Botrytis cinerea, o agente causador do mofo cinzento. Essa doença afeta flores, frutos verdes e frutos maduros, podendo continuar a se desenvolver durante a colheita, o transporte e a comercialização.
Natalia Peres, fitopatologista da UF/IFAS, trabalha no desenvolvimento de ferramentas de alerta e gestão sanitária que ajudam os produtores de morango a antecipar os riscos de doenças como a Botrytis e a ajustar melhor a aplicação de fungicidas
O problema nem sempre começa quando o mofo visível aparece na fruta. Em muitos casos, a infecção inicia-se mais cedo, especialmente durante a floração ou em condições de alta umidade, e manifesta-se mais tarde, quando a fruta está próxima da colheita ou já foi embalada. Portanto, em uma estação mais chuvosa, o manejo deve ser preventivo, e não apenas reativo.
As condições climáticas estão, mais uma vez, afetando a saúde da safra de morangos - A botritis em morangos é uma doença altamente dependente do ambiente. Para que se desenvolva, é necessário que haja tecido suscetível, presença de inóculo e condições favoráveis. O risco aumenta quando há alta umidade relativa, chuvas repetidas, orvalho persistente, neblina ou ventilação inadequada.
Em cultivos protegidos, como em túneis, macrotúneis ou estufas, a condensação interna também pode se tornar um fator crítico. Se as estruturas permanecerem fechadas por muitas horas ou houver pouca troca de ar, folhas, flores e frutos podem permanecer úmidos por períodos mais longos, favorecendo infecções.
Áreas com folhagem excessiva, alta densidade, frutos muito maduros, restos florais ou acúmulo de frutos doentes tendem a ser mais vulneráveis. Nesses casos, mesmo um bom programa de fungicidas pode perder a eficácia se não for acompanhado de ventilação adequada, colheita oportuna e redução das fontes de inóculo.
Os produtores devem antecipar o risco para a saúde - A principal recomendação para esta temporada é a mudança de uma gestão de doenças baseada no calendário para uma gestão baseada no risco. Nem todas as semanas apresentam a mesma pressão de doenças, portanto, o clima deve desempenhar um papel mais significativo na tomada de decisões.
Produtores e consultores devem intensificar o monitoramento durante períodos de chuva, orvalho persistente, neblina, dias nublados, baixa ventilação ou folhagem de secagem lenta. É crucial também observar áreas onde os frutos ficam mais escondidos sob a copa, pois essas tendem a ser áreas de maior umidade e menor cobertura de aplicação.
Em sistemas protegidos, a ventilação adequada pode ser tão importante quanto a aplicação de um fungicida. Reduzir a condensação, evitar o excesso de vedação e melhorar a circulação de ar ajudam a diminuir as condições favoráveis ??ao desenvolvimento da Botrytis.
O manejo químico também precisa ser cuidadosamente revisto. A solução não deve ser aplicar automaticamente mais produtos, mas sim aplicá-los melhor: no momento certo, com boa cobertura, respeitando dosagens, indicações da bula, intervalos de pré-colheita e rotação de modos de ação.
A Botrytis é um patógeno com risco de desenvolver resistência quando as mesmas moléculas ou grupos químicos são usados ??em excesso. Portanto, a alternância de ingredientes ativos e o gerenciamento cuidadoso das ferramentas disponíveis serão essenciais para manter a eficácia ao longo da temporada.
Um sinal para profissionalizar a gestão - O El Niño não significa que todos os campos terão problemas graves com Botrytis, mas exige um monitoramento mais rigoroso do microclima de cada propriedade. Um produtor em uma área costeira, com alta umidade e estufas mal ventiladas, não enfrenta o mesmo risco que um produtor em uma área mais seca do interior.
A notícia para o setor é clara: o clima está, mais uma vez, desempenhando um papel fundamental no planejamento da saúde dos morangos. Diante de doenças como a Botrytis, antecipar a situação em alguns dias pode significar a diferença entre manter a qualidade e perder frutos durante e após a colheita.
Para os morangos da América Latina, esta safra exige a integração de fatores como clima, ventilação, estágio fenológico, histórico de pressão no campo, qualidade da aplicação e destino comercial da fruta. A sanidade vegetal não pode mais ser entendida apenas como uma diretriz de produto, mas sim como uma estratégia de gestão de riscos.
Aqueles que conseguirem ajustar suas decisões ao comportamento real do clima estarão mais bem preparados para proteger a produção, a condição dos frutos e a rentabilidade. Fonte: Centro de Previsão Climática da NOAA, UFIAS - Michael Cerda Q/Diretor Comercial/Grupo Fragaria -[email protected] - Grupo Fragaria - Tel: +569 93304103. Seus morangos estão com problemas de pragas ou doenças? Você quer um plano completo para preveni-los e controlá-los? - Baixe nosso Guia Prático de Controle Fitossanitário em Morangos, desenvolvido para técnicos e produtores da América Latina - https://grupofragaria.com/p/ebook/.
Colmeia Viva (marca registrada) conta com Canal 0800 para orientar agricultores e apicultores sobre proteção de abelhas - Atendimento gratuito oferece suporte técnico sobre prevenção e mitigação da mortandade de abelhas e orienta diferentes públicos sobre boas práticas no campo - De importância fundamental para a produção de alimentos, as abelhas contribuem para a qualidade e o desenvolvimento de diferentes cultivos. Por isso, sua proteção exige a atuação integrada de toda a cadeia. Com o objetivo de contribuir para a prevenção e a mitigação da mortandade de abelhas e fortalecer a coexistência entre agricultura e apicultura, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) disponibiliza assistência técnica gratuita em todo o país por meio do Colmeia Viva® Assistência Técnica.
Pelo telefone 0800 771 8000, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, agricultores, criadores de abelhas, aplicadores de defensivos agrícolas, distribuidores, revendedores e equipes de vendas das empresas signatárias do Colmeia Viva® podem esclarecer dúvidas e receber suporte especializado sobre prevenção e mitigação da mortandade de abelhas. O atendimento também contribui para a disseminação de boas práticas que favorecem a convivência entre as atividades agrícola e apícola.
De acordo com a bióloga e analista de Uso Correto e Seguro do Sindiveg, Isabela Rivato, o canal foi estruturado para apoiar diferentes públicos em situações de ocorrência ou diante de dúvidas relacionadas à proteção de abelhas.
"Para agricultores e aplicadores de defensivos agrícolas, o suporte pode ser procurado diante de dúvidas ou incidentes no campo. Entre os temas abordados estão o incentivo à visitação de polinizadores às lavouras, as boas práticas na aplicação de defensivos agrícolas, e a comunicação com apicultores", explica.
Para os criadores de abelhas, o serviço auxilia na verificação e no entendimento de perdas de colmeias e indivíduos nos apiários, além de oferecer informações sobre manejo. As orientações incluem localização e proteção das estruturas, formalização de pasto apícola, fontes de alimentação e comunicação com agricultores. Quando necessário, um especialista pode ser enviado ao local para avaliar a ocorrência e orientar sobre as medidas mais adequadas.
Distribuidores e equipes das empresas de defensivos agrícolas também podem recorrer ao serviço para compreender melhor as situações enfrentadas no campo e apoiar a identificação de medidas preventivas e de mitigação.
"Essa é uma forma segura e efetiva de contribuir para a proteção das abelhas e fortalecer a coexistência entre apicultores e agricultores", finaliza Isabela.
Sobre o Sindiveg - Há mais de 85 anos, o Sindiveg - Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal atua no Brasil representando o mercado de defensivos agrícolas no País, com suas 22 associadas, e dando voz legalmente à indústria de produtos de defesa vegetal em todo o território nacional. O Sindicato tem como propósito a promoção da produção agrícola de forma consciente, com o uso correto e seguro dos defensivos, bem como o apoio ao setor no desenvolvimento de pesquisas e estudos científicos para o seu uso consciente, sempre respeitando as leis, a sociedade e o meio ambiente. *Attuale Comunicação - (11) 4022-6824 - Wellington Torres - wellington@attualecomunicacao.
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