Fruticultores se reúnem em Petrolina para criação da Indicação Geográfica da manga e da uva do Vale do São Francisco
O VSF conta hoje com 3.200 produtores de manga e uva, que empregam mais de 70 mil trabalhadores rurais. Em 2009 o INPI chegou a aprovar as IGs da manga e da uva, porém a descontinuidade dos componentes mercadológicos
Jornal da Fruta
Os produtores de frutas de Pernambuco e Bahia se encontraram nesta sexta-feira (10), em Petrolina, durante a segunda reunião do comitê gestor,
visando a conquista das indicações geográficas da manga e da uva do Vale do São Francisco.
Reunidos no Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina
(SPR), entidade que vai administrar a iniciativa em parceria com o
Sebrae, Adepe (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco) e Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, os produtores conhecerem os passos principais para a obtenção das indicações.
De acordo com o presidente do SPR, Jailson Lira
(3° à direita), as indicações representam uma conquista de grande relevância e valorização para a região.
"Um instrumento de promoção do crescimento sustentável que cria uma identidade própria; assegura a procedência e destaca nossos produtos pelas características de clima e solo; elevada tecnologia de produção, além de fidelizar os consumidores pela qualidade das frutas e do manejo ambientalmente correto", ressaltou.
Lembrando que o Brasil tem
157 Indicações Geográficas que impulsionaram o desenvolvimento das regiões ja contempladas, a gestora do
Sebrae para o projeto, Roberta Andrade
(1a à esquerda), enumerou as 10 etapas do processo, que começaram em fevereiro último e prosseguem até meados do mês de setembro, quando deverá ser entregue o pedido de aprovação ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial -
INPI. "Esta conquista vai dinamizar a fruticultura do Vale do São Francisco, a partir da proteção da marca, qualidade e valor agregado das frutas, proporcionando ainda a ampliação de mercado", concluiu.
O Vale do São Francisco conta hoje com 3.200 produtores de manga e uva, que empregam mais de 70 mil trabalhadores rurais. No ano de 2009, o INPI chegou a aprovar as indicações geográficas da manga e da uva, porém a descontinuidade dos componentes mercadológicos e promocionais levou o processo à extinção.
*CLAS Comunicação e Marketing/Carlos Laerte
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