Mercado exportador é promissor para a fruta híbrida, mas condições climáticas trazem desafios
Veja programação da 4ª AtemóiaTEC+ em Capão Bonito/SP em março, na propriedade da DLM Frutas
A atemoia é o resultado de um cruzamento de duas frutas: a cherimoia e a fruta do conde, que é popularmente conhecida como pinha ou ata. O resultado da pesquisa trouxe para a mesa do consumidor final uma fruta mais doce e com as melhores qualidades das duas espécies.
Área cultivada com atemoia em Capão Bonito/SP na DLM Frutas do produtor Dárcio, onde também produz maçã Eva, pêssego e goiaba
Tudo começou no início do século XXI nos Estados Unidos, quando pesquisadores realizaram os primeiros testes. "Ela tem qualidades distintas, a atemoia você pode plantar ela, dependendo da cultivar, em uma área muito maior do que a pinha e a cherimoia", explica o pesquisador José Emílio Bettiol, do Instituto Agronomico de Campinas (IAC). *EPTV/Socorcaba/SP
No território nacional, os estados de São Paulo e Minas Gerais são os maiores produtores, concentrando 43,8% e 18% da produção total do país. A fruta também tem participação expressiva no mercado internacional. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), no ano passado foram exportadas 986 toneladas de atemoia, pinha e graviola, gerando quase US$ 4 milhões de receita.
Assim como acontece com outros setores, a produção de atemoia também sente os impactos das adversidades climáticas, o que deve impactar a produtividade do próximo ciclo. As altas temperaturas registradas nas principais áreas devem prejudicar o desenvolvimento dos frutos. A colheita da safra atual está em reta final e o mercado ainda é atrativo, com a caixa de um quilo sendo negociada por R$ 12,50 no Ceasa em Campinas.
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