Vale do Ribeira conquista Indicação Geográfica de banana e se consolida como potência nacional da fruta - Com incentivo e ações da Secretaria de Agricultura, SP conquista a 14° IG
Leia também: Variedade inovadora de banana recebe aprovação no Japão e no Brasil e avança em sua expansão global
A região do Vale do Ribeira conquistou a Indicação Geográfica (IG) da banana Cavendish e Prata, reconhecimento que impulsiona o setor produtivo da fruta e consolida a região como um dos grandes pólos produtivos do Brasil.
A banana é uma das frutas mais consumidas no mundo e está presente em todo o Brasil. Em São Paulo, o cultivo começou no litoral e, a partir da década de 1930, avançou para o Vale do Ribeira. A região ganhou espaço por ter solos mais adequados e menos sujeitos a inundações.
Emitido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que reconhece produtos ou serviços com origem geográfica específica com qualidades, tradição ou reputação únicas devido ao local de produção, a Indicação Geográfica é a 14ª conquistada pelo estado de São Paulo.
A iniciativa contou com grande apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, através da Diretoria de Assistência Técnica Integral (Cati). Para solicitar uma IG ao Inpi, a entidade precisa comprovar a notoriedade do produto; em São Paulo, a Secretaria de Agricultura emite o Instrumento Oficial de Delimitação de Área Geográfica (IOD), enquanto a Cati recebe, protocola e encaminha a documentação para análise de uma comissão técnica que avalia o pedido. Com o registro, o nome "Vale do Ribeira-SP" fica protegido e passa a identificar oficialmente a origem das bananas produzidas na região.
No processo de solicitação da IG da Banana, a Cati Regional de Registro desempenhou um papel ativo na articulação institucional, participando de diversas reuniões estratégicas com a Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar) e parceiros como o IFSP e o Sebrae. Esses encontros foram cruciais para definir tecnicamente o recorte territorial da IG e para a construção coletiva do Caderno de Especificações Técnicas (CET), garantindo que as normas de produção refletissem a realidade local.
"Essa IG representa um novo horizonte para o bananicultor, protegendo a origem das variedades Cavendish (Nanica) e Prata e gerando novas oportunidades de mercado que valorizam o trabalho no campo. Mais do que um selo técnico, é uma ferramenta de desenvolvimento regional que combate a desvalorização do produto e promove a justiça social para quem vive da terra. Para nós, da Cati, é uma honra ver que a dedicação dos produtores e suas organizações agora possui um diferencial competitivo que assegura a sustentabilidade das comunidades rurais e o orgulho de pertencer ao maior polo produtor de banana do Estado", disse Tais Canola, chefe de Divisão da Cati Regional de Registro.
Augusto Aranha, presidente da Abavar, também celebrou a conquista da Indicação Geográfica da Banana do Vale do Ribeira, destacando que o selo impulsiona cada vez mais a agricultura da região, principalmente a familiar.
"Mais do que um selo, esta é uma conquista da dedicação do nosso setor produtivo. Ele reafirma o compromisso do Vale com uma agricultura moderna, que respeita o meio ambiente e fortalece a agricultura familiar. Esse selo sintetiza tudo o que acreditamos e praticamos no campo", ressaltou.
Na delimitação geográfica da IG da Banana do Vale do Ribeira, farão parte 13 municípios: Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Itariri, Iporanga, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro e Sete Barras.
A Indicação Geográfica reforça a força do Vale do Ribeira na produção não apenas estadual, mas nacional da banana. Segundo dados do Ibge e do Projeto Lupa, a região corresponde a 7,07% de toda a área nacional destinada à bananicultura. *Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).
Variedade inovadora de banana recebe aprovação no Japão e no Brasil e avança em sua expansão global - A empresa de biotecnologia agrícola Tropic anunciou que sua variedade inovadora de banana, que não escurece ao ser cortada, recebeu aprovação regulatória no Japão e no Brasil, dois dos mercados mais importantes do mundo para o comércio de frutas frescas.
A autorização permite que esta banana seja importada, comercializada e consumida em ambos os países, além de ser cultivada no Brasil.
O Japão, reconhecido por seus rigorosos padrões de qualidade, frescor e consistência, se posiciona como um mercado-chave para essa inovação. Segundo a empresa, essa banana atende a esses requisitos, além de contribuir para a sustentabilidade e a segurança alimentar.
No Brasil, um dos maiores produtores e consumidores de banana do mundo - responsável por cerca de 10% da produção global - a aprovação valida o potencial dessa variedade tanto para produtores quanto para consumidores.
De acordo com a empresa, a introdução da fruta no país sul-americano permitiria oferecer uma alternativa de maior qualidade, reduzir perdas e diversificar o abastecimento no mercado interno.
Com a aprovação do Japão e do Brasil, a Tropic agora está presente em 11 países, incluindo Estados Unidos, Canadá e Filipinas. Juntos, esses mercados representam mais de 70% da produção mundial de banana e mais de 30% do consumo.
Características da banana - Gilad Gershon, CEO da Tropic, destacou que esse avanço representa um marco na introdução de produtos inovadores voltados para a redução do desperdício de alimentos.
"O Japão e o Brasil desempenham papéis fundamentais no mercado global de frutas, e essas decisões refletem uma crescente confiança em novas tecnologias agrícolas adaptadas às cadeias de suprimentos modernas", observou ele.
A principal característica desta variedade é que ela mantém sua cor, frescor e aparência mesmo depois de descascada ou cortada, o que reduz significativamente a deterioração no varejo, no setor de alimentação e na logística.
Com lançamento comercial previsto para 2025, o produto mantém o sabor e a textura tradicionais da banana, mas com maior prazo de validade após o processamento, permitindo uma distribuição otimizada, abrindo novas oportunidades de negócios e reduzindo o impacto ambiental.
A Tropic também fez progressos em outras inovações, como uma variedade com maior vida útil que prolonga a fase verde da fruta em 12 dias, aumentando a produtividade, possibilitando novas rotas de exportação e reduzindo as perdas no transporte em até 50%.
A empresa planeja lançar uma variedade resistente à doença de Panamá em 2027, uma das maiores ameaças à indústria global de bananas. *Matéria do PortalFruticola/*Fotografias tropicais.15/04/2026.
Leia também: A Chiquita planeja lançar bananas não transgênicas resistentes ao Fusarium R4T entre 2028 e 2030 - https://www.portalfruticola.com/noticias/2026/04/06/chiquita-bananas-hongo/?_gl=1*uxqhd7*_up*MQ..*_ga*MTg0NjQ1MjkzMy4xNzc2MjU5Njk3*_ga_69CMLT6F6F*czE3NzYyNTk2OTYkbzEkZzAkdDE3NzYyNTk2OTYkajYwJGwwJGgw*_ga_W0THEHNGB1*czE3NzYyNTk2OTYkbzEkZzAkdDE3NzYyNTk2OTYkajYwJGwwJGgw
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