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Vinhos e azeites com tecnologia EPAMIG são destaque em concursos internacionais

Os concursos Mundial de Nova York e Internacional de Azeite de Oliva estão entre os cinco maiores e mais conceituados do mundo para a avaliação do produto


Os concursos Mundial de Nova York e Internacional de Azeite de Oliva estão entre os cinco maiores e mais conceituados do mundo

Azeites e vinhos produzidos em Minas Gerais e em São Paulo voltaram a conquistar medalhas internacionais nos meses de abril e maio. Os produtos, desenvolvidos a partir de tecnologias, próprias para a região Sudeste do Brasil, desenvolvidas e adaptadas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), têm se consolidado pela qualidade e atraído o mercado consumidor.

No último dia 25 de maio, foram anunciados os agraciados do Concurso Mundial de Azeites de Nova York (NYIOOC). Azeites monovarietais e blends dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul receberam medalhas de ouro e prata. Pela Região Sudeste foram premiadas as marcas mineiras: Irarema, de Poços de Caldas (medalha de Ouro - Blend); Monasto, de Maria da Fé (medalha de Ouro - Blend); Origem Trevisan, de Andradas (medalha de Ouro - Blend); e as paulistas: Orfeu, de São Sebastião do Grama (medalhas de ouro - Monovarietal Koroneiki, Monovarietal Picual e Blend); e Sabiá, de Santo Antônio do Pinhal (medalha de Ouro - Blend).

No Concurso Internacional de Azeites de Oliva (Evo IOOC) realizado em 19 de maio na Itália, o azeite Sabiá (monovarietal Arbequina) recebeu, além da medalha de ouro, o prêmio especial de Melhor da América do Sul; o azeite Orfeu (monovarietal picual), conquistou medalha de ouro e foi escolhido o melhor do Brasil. Os gaúchos Milonga, Casa Gabriel Rodrigues e Lagar H foram premiados, respectivamente, como Melhor do Hemisfério Sul, melhor coupage (blend) do Hemisfério Sul e melhor monovarietal do Hemisfério Sul.

Ainda no Evo IOOC, foram premiados com medalhas de ouro, os azeites Casa Geraldo (Andradas - MG), Origem Trevisan (Andradas - MG), Monasto (Maria da Fé - MG) e Irarema (Poços de Caldas- MG). As marcas Orfeu e Sabiá receberam medalha de ouro também pelos azeites blend.

Os concursos Mundial de Nova York e Internacional de Azeite de Oliva estão entre os cinco maiores e mais conceituados do mundo para a avaliação do produto. "As premiações coroam as tecnologias desenvolvidas ou adaptadas no campo e na agroindústria para chegarmos ao produto final e o esforço do olivicultor. Cada medalha mostra que estamos no caminho certo", avalia o engenheiro agrônomo, Pedro Moura, integrante do Programa de Pesquisa em Olivicultura da EPAMIG.

A empresa, que desde a década de 1970 avalia o cultivo de oliveiras na Região da Serra da Mantiqueira, foi a responsável pela primeira extração de azeite extravirgem no Brasil, em 2008. Ao longo dos anos, as pesquisas se expandiram para atender as diferentes necessidades da cadeia produtiva, da escolha das mudas à obtenção do azeite e avaliação dos padrões sensoriais.

Vinhos premiados - Os vinhos finos do Sudeste brasileiro conquistaram medalhas e elogios no Desafio Internacional de Vinho (Internacional Wine Challenge) ocorrido no último mês de abril, em Londres. Os vinhos Espaço Essenza 2021 Rose (SP), Barbara Eliodora Gran Reserva Syrah 2019 (MG) e Graça Sauvignon Blanc 2021 - Maria Maria (MG) foram agraciados com medalha de prata. O Primeira Estrada Sauvignon Blanc - 2021 (MG) conquistou medalha de bronze. Os vinhos Barbara Eliodora Rosé Syrah 2021, Barbara Eliodora Sauvignon Blanc 2021, Erica Gran Reserva Syrah 2018 - Maria Maria e Primeira Estrada Syrah Rose 2021 foram elogiados. 

"Desses, apenas o Espaço Essenza de Santo Antônio do Pinhal não é produzido com a tecnologia da dupla poda. Trata-se de um vinho de verão vinificado aqui na Vinícola Experimental da EPAMIG em Caldas", conta o enólogo Lucas Amaral, que acrescenta outra menção aos vinhos nacionais: "O Guia Descorchados Chile 2022 elegeu o Sacramentos Sabina 2021, vinho de inverno, da Serra da Canastra (MG), como o melhor vinho brasileiro".

A tecnologia de dupla poda da videira, adaptada e difundida pela EPAMIG tem possibilitado a produção de vinhos finos na região cafeeira do Sudeste brasileiro. O método consiste na inversão do ciclo da videira pela realização de duas podas anuais, o que faz com que o período de maturação e de colheita das uvas aconteça no inverno, período com menor incidência de chuvas e elevada amplitude térmica (diferença de temperatura entre o dia e a noite).

Atualmente, a prática tem se expandido entre outras regiões com características climáticas semelhantes. Os primeiros vinhos obtidos pela técnica chegaram ao mercado no início da última década e logo conquistaram espaço no circuito gastronômico e premiações nacionais e internacionais. 

*Mariana Vilela Penaforte de Assis - Jornalista - Assessoria de Comunicação - (31) 3489 - 5023 - www.epamig.br 

 

 

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