Uvas e Morangos em destaque na 15ª edição da Fecouva em Otávio Rocha - Tradicional festa da comunidade será realizada nos dias 20,21 e 22 de fevereiro; 27, 28 de fevereiro e 1º de março - Otávio Rocha está em contagem regressiva para a Fecouva - 15ª Festa Colonial da Uva e 5ª Festa do Moranguinho, uma feira nostálgica, emotiva e poética que se realiza há 60 anos no distrito de Flores da Cunha. A edição 2026 ocorre a partir das 17h da sexta-feira, dia 20 de fevereiro, e segue em dois finais de semana, nos dias 20,21 e 22 de fevereiro, 27, 28 e 1º de março ao lado da Igreja de São Marcos, durando praticamente o dia todo. A entrada é franca e os visitantes pagam apenas pelos produtos consumidos.
Neste ano, com o tema 'Vitrais da nossa história, o evento terá ainda o lançamento de dois livros, 'Fecouva, 60 anos", de Andressa Manosso, e 'Aventuras na vindima', de Maurício Rech. "A Fecouva é um evento especial, um encontro de colônia, que resgata as tradições do distrito de Otávio Rocha", diz Caroline Dani, "é uma experiência colonial única de interior", diz a filha de Vânia e Darci Dani, que assume a presidência do evento 43 anos depois dos pais liderarem o evento pela primeira vez, em 1983.
Sobre a Fecouva - A Fecouva - segunda festa que homenageia uva mais antiga do Brasil em atividade - é um encontro de gerações e tradições, com destaque para a Gastronomia típica da região, com o Menarosto servido à vontade no salão da Igreja durante os seis dias de realização.
Soberanas da 15ª Festa Colonial da Uva e 5ª Festa do Moranguinho, em Otávio Rocha/Flores da Cunha - RS
O prato típico da culinária italiana da Serra Gaúcha e prato oficial de Flores da Cunha é um assado lento de diversas carnes - frango, porco, codorna e coelho - em um rolo giratório, sem contato direto com a chama, apenas com
brasas, resultando em um cozimento uniforme e suculento. O Menarosto acompanha perfeitamente tradicionais pratos da imigração italiana, como massas, polenta frita, saladas verdes, maionese e pão colonial, tudo regado com os bons vinhos da comunidade.
A programação da Fecouva é perfeita para todas as idades. Se além dos pratos típicos os adultos podem se deliciar com os vinhos da região, podem voltar a ser crianças e acompanhar os pequenos nas disputas dos jogos coloniais, como as brincadeiras de Cavalinho e a tradicional disputa de argolas, conhecida como Jogo do Sindicato.
Um dos pontos altos da festa é o desfile dos carros alegóricos na rua central de Otávio Rocha, realizado sempre aos domingos, no dia 22 de fevereiro às 15h e no dia 1º de março às 10h.
Serviço:
O que: Fecouva - 15 a Festa Colonial da Uva e 5 a Festa do Moranguinho
Quando: dias 20,21 e 22 de fevereiro; 27, 28 de fevereiro e 1º de março - Onde: Otávio Rocha, Flores da Cunha (RS)
Quanto: Entrada franca, os visitantes pagam apenas pelos produtos consumidos
Saiba mais: @fecouva e @turismo.flores - Informações Turísticas: whatsapp (54) 99266-4656 e www.turismoflores.com.br
*Lucia Porto - @navecomunica - (51) 99113-6027.
Safra de vinhos 2026 começa a ser avaliada no laboratório de referência do Estado -
Microvinificação marca o início das análises e orienta produção e consumo de produtos da uva - Com a perspectiva de uma das safras de uva mais promissoras dos últimos anos no Rio Grande do Sul, o Laboratório de Referência Enológica Evanir da Silva
(Laren) iniciou as primeiras avaliações técnicas da vindima 2026. Vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação
(Seapi), o laboratório recebe amostras destinadas à microvinificação - procedimento que resulta na produção de pequenos lotes de vinho e permite analisar variáveis qualitativas ainda durante a formação da safra.
Em janeiro de 2026, cerca de 30 amostras foram encaminhadas à cantina do Laren, em Caxias do Sul, para o início das análises. As coletas seguem o Plano Amostral do laboratório. Para este ano, estão previstas 252 amostras, coletadas em diferentes regiões produtoras do Estado ao longo do período de produção, entre janeiro e março.
Laboratório onde é feito o processo de microvinificação em Caxias do Sul
A fiscal estadual agropecuária e engenheira agrônoma Fernanda Varela Nascimento explica que o processo envolve a retirada manual das bagas do cacho, o esmagamento das uvas, a fermentação em pequena escala e a realização de análises físico-químicas e isotópicas. Os resultados alimentam um banco de dados utilizado há mais de duas décadas como referência para o setor.
"As análises mensuram parâmetros como teor de açúcar, acidez, densidade e outros indicadores que influenciam diretamente o perfil dos vinhos produzidos", afirma Fernanda, responsável pelas microvinificações.
Laboratório de referência do Estado faz milhares de análises de cada safra de uva
Para o gerente-geral e responsável técnico do Laren, Plínio Manosso, o trabalho realizado no laboratório representa uma etapa estratégica do ciclo produtivo. "A qualidade das uvas e a precisão das análises enológicas serão determinantes não apenas para o desempenho das vinícolas, mas também para a competitividade dos vinhos gaúchos nos mercados nacional e internacional", destaca.
Banco com milhares de amostras - Desde 2004, o Laren elabora anualmente vinhos genuínos por meio de microvinificações, que compõem um banco de referência utilizado em análises isotópicas e cromatográficas.
Ao longo de 21 anos, foram vinificadas 6.075 amostras de uvas exclusivamente pela equipe da Seapi que atua no laboratório. Esse trabalho resultou em aproximadamente 15 mil garrafas armazenadas no local, referência para verificação da qualidade de cada safra.
Em 2025, o Laren recebeu mais de 1,6 mil amostras relacionadas a ações de fiscalização ou prestação de serviços, o que gerou mais de 10 mil análises - considerando vinhos, sucos e outros derivados da uva e do vinho. O laboratório também é o único do Brasil a realizar a análise de água exógena no vinho, método que permite identificar a presença de água adicionada além daquela naturalmente presente na fruta.
Trabalho vai desde a coleta das uvas à análise isotópica
"As amostras são analisadas e os vinhos resultantes servem como referência para identificar fraudes em sucos e vinhos, por meio da comparação com produtos comerciais, utilizando a razão isotópica de carbono e oxigênio. Um dos objetivos é coibir fraudes", explica Manosso.
Acervo de vinhos do Laren em Caxias do Sul/RS
O número de amostras coletadas anualmente é definido com base na produção do ano anterior, considerando município e variedade. As coletas para as microvinificações são realizadas por fiscais estaduais agropecuários em todas as regiões vitícolas do Rio Grande do Sul, como a fiscal estadual agropecuária e engenheira agrônoma Carolina Scienza, que atua no Laren.
Produção acima da média histórica - A projeção para a safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul indica crescimento no volume colhido em relação aos padrões recentes, com estimativa superior a 900 mil toneladas, segundo dados da Emater/RS-Ascar. O total representa um aumento de 5% a 10% em comparação com uma safra considerada normal. Em relação à colheita anterior, avaliada como positiva, o incremento projetado é de cerca de 5%.
A expectativa se sustenta nas condições climáticas registradas ao longo do ciclo e nos dados de área cultivada, que reforçam o Estado como principal referência nacional da vitivinicultura.
O desempenho da safra também evidencia o peso socioeconômico do setor. Cerca de
15 mil famílias, em sua maioria agricultores familiares, atuam diretamente no cultivo da uva. O Rio Grande do Sul possui aproximadamente 42,4 mil hectares plantados, dos quais 36,6 mil hectares estão concentrados na Serra Gaúcha, principal polo de produção e processamento de uvas do país.
*Texto e fotos: Elstor Hanzen/Ascom Seapi